Sétima Arte: Filme do conquistense Gustavo Menezes está em exibição no Centro Cultural Banco do Brasil

Fotos: Divulgação

O média-metragem “O Homem Que Não Cabia em Brasília”, do estudante Gustavo Menezes, filho do ex-prefeito de Vitória da Conquista Guilherme Menezes de Andrade, está em mostra no Centro Cultural Banco do Brasil, na Capital do Distrito Federal. Na foto acima, Gustavo Menezes com o protagonista Wellington Abreu. O filme conta a história da luta de um morador de rua (vivido por Wellington) em sobreviver na utopia da Capital Federal. Com produção de Pedro Buson, o projeto ainda conta com a atuação Lúcio Campello. Em destaque, o diretor Gustavo Menezes, às vésperas da formatura em audiovisual da Universidade Nacional de Brasília, é apontado pela curadoria como representante de cinema ousado feito na cidade. Aos 24 anos, Gustavo, que nasceu em Vitória da Conquista, celebra o circuito recentemente percorrido pelo filme, exibido em Belém, Fortaleza e Curitiba.

“Editais surgem todos os dias, mas, se um filme não é exibido, seu esforço como realizador não valeu nada”, avalia. Gustavo, por sinal, não tem do que reclamar, já que o curta passou na cidade em eventos como o Jogo de Cena e em noite de celebração de talentos locais, no Sesc. Interpretado por Wellington Abreu (de fitas de Adirley Queirós), O homem que não cabia em Brasília traz para o plano central o embate entre artifícios populares (na linguagem) e dia a dia modesto (uma realidade para o personagem). “Aqui, temos um custo de vida altíssimo, e o filme mostra o convívio do protagonista com uma elite preconceituosa. Explorei a literatura de cordel e acho que tive inspiração no filme O homem que virou suco,em torno de um homem humilde, mas que não perde a dignidade”, comenta o realizador.

Além do deboche característico do conterrâneo baiano, o diretor Edgar Navarro (de Eu me lembro), Gustavo Menezes detecta outra influência no cinema que faz: Vladimir Carvalho. “Ele é um dos heróis do cinema; é um documentarista incrível, um dos mais importantes do Brasil. Teve perrengues como trabalhar com negativos de filmes vencidos, além de filmes censurados. Ele trouxe para nós filmes importantes como o Conterrâneos velhos de guerra (1990), rememorando uma história que eu nem conhecia: muitos nordestinos que construíram a capital tiveram mortes violentas, tendo sido massacrados”, sublinha. Com informações do Correio Brasiliense.


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