
Em nota enviada ao BLOG DO ANDERSON nesta segunda-feira (5), sob a manchete “urna por urna: os números de Condeúba e a consolidação do grupo de Micael Silveira”, o prefeito Mical Batista Silveira, do MDB, apresentou um balanço detalhado dos boletins do pleito de domingo (4). Dos 15.144 eleitores aptos no município, 11.447 compareceram ao processo, registrando taxa de presença de 75,6%. Na disputa para a governadoria, Jerônimo Rodrigues obteve 7.154 sufrágios (70%), enquanto Antônio Carlos Magalhães Neto somou 3.067 (30%), garantindo liderança do bloco em todas as 59 seções da 60ª Zona Eleitoral. Na área urbana, o gestor reeleito alcançou 66%, subindo para 78% nas localidades rurais. Para a Câmara dos Deputados, os indicados pela coligação do mandatário de 34 anos totalizaram expressiva vantagem. O postulante Manuel Rocha, do União Brasil, conquistou isoladamente 3.001 escolhas, superando a soma de todos os nomes do campo opositor (2.198) por uma margem de 803 apoios. No cômputo geral, a aliança situacionista acumulou 5.839 preferências para o Congresso Nacional.
Na corrida para a Assembleia Legislativa da Bahia, o grupo reuniu 5.022 papéis com Pedro Tavares, Fabíola Mansur, Quinho e Marão, frente aos 2.080 registros obtidos por Zé Raimundo, Marquinho Viana e Pablo Barrozo. O alinhamento com o Paço Municipal venceu em 58 das zonas de votação locais. A coesão observada reflete vinte quatro meses de empenho iniciado em janeiro de 2025. As ações administrativas priorizaram demandas históricas, a exemplo da contenção de erosões, intervenções nas barragens de Mandaçaia e Barreiro Grande, limpeza de reservatórios, ampliação do abastecimento hídrico e entregas na saúde pública. Ao avaliar a resposta da população, o jovem político destacou o vínculo construído ao longo da trajetória: “O que a gente construiu não foi votação, foi confiança. Votação é consequência, e consequência a gente perde se parar de trabalhar”. Para consultar os boletins oficiais de urna e os dados estatísticos completos da apuração por município, você pode acessar os serviços do Tribunal Superior Eleitoral e do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia. Para acompanhar mais análises e notícias da região Sudoeste e do Centro Sul Baiano, acesse o portal BLOG DO ANDERSON.
Texto original na íntegra
“Resultado eleitoral só fica interessante quando se desce ao detalhe. Foi o que fizemos com os boletins de urna de Condeúba, município de 15.144 eleitores aptos, onde 11.447 pessoas compareceram neste domingo (4) — 75,6% de participação, acima da média.
O que aparece é um dos resultados mais uniformes da região. E, como quase sempre em política de interior, um resultado que começou a ser construído bem antes do calendário eleitoral.
Governador. Jerônimo Rodrigues fez 7.154 votos (70%) e ACM Neto, 3.067 (30%). O governador ficou à frente nas 59 seções da zona 0060, sem exceção. O contraste com o Estado é o dado mais curioso: na Bahia a eleição foi decidida por 12 pontos; em Condeúba, por 40.
Deputado federal. O dado que melhor resume o tamanho do grupo governista está num nome só. Manuel Rocha (União) fez 3.001 votos no município. Os três deputados do campo adversário, somados, fizeram 2.198. Rocha, isoladamente, superou todos eles juntos por 803 votos.
Grupo do prefeito Votos Campo adversário Votos Manuel Rocha (União) 3.001 Waldenor Pereira (PT) 1.522 Charles Fernandes (PSD) 1.654 Neto Carletto (Avante) 344 Jayminho Vieira Lima (MDB) 1.184 Vitor Bonfim (PSB) 332 Soma 5.839 Soma 2.198
Deputado estadual. 5.022 votos para Pedro Tavares (União), Fabíola Mansur (PV), Quinho (PSD) e Marão (Avante), contra 2.080 de Zé Raimundo (PT), Marquinho Viana (PV) e Pablo Barrozo (Avante). Para deputado, o grupo governista ficou à frente em 58 das 59 seções.
Sede e zona rural. Na sede, o governador fez 66%. Nas comunidades rurais, 78%. Para deputado federal, a vantagem do grupo governista sai de 2,4 para 1 na sede e vai a 3,1 para 1 no campo.
Um resultado com quase dois anos de história
Para entender como um município de voto tradicionalmente dividido chegou a esse grau de uniformidade, é preciso recuar até janeiro de 2025, quando Micael Silveira (MDB) assumiu a Prefeitura.
A escolha feita no início da gestão foi atacar passivos antigos antes de buscar entregas rápidas. As voçorocas vieram primeiro: o Buracão do DNOCS, no Paulo VI, e a erosão do Loteamento Morada Nova, problemas que o município discutia desde os anos 1990. Na sequência, os sangradouros das barragens de Mandaçaia e Barreiro Grande, o aterro da Lagoa do Figueiredo, a limpeza de aguadas nas comunidades rurais e a ampliação dos sistemas de abastecimento de água. Na saúde, três unidades entregues em menos de 30 dias, duas delas no campo, com o novo centro cirúrgico previsto para os próximos meses.
Seria simplório transformar isso numa conta — tantas obras, tantos votos. O que quase dois anos de gestão nesse ritmo produzem é algo menos mensurável e mais duradouro: credibilidade administrativa. E credibilidade administrativa, com tempo, se converte em autoridade política, ou seja, na capacidade de ser ouvido quando se pede alguma coisa.
Foi esse acúmulo que deu ao grupo governista o insumo com que chegou a domingo. Os números da urna registram o estágio em que essa construção se encontra, não uma troca feita às vésperas.
“O que a gente construiu não foi votação, foi confiança. Votação é consequência, e consequência a gente perde se parar de trabalhar”, comentou o prefeito.
Uma ressalva. Votação de governo não se transfere automaticamente para eleição municipal, que tem lógica própria e adversário definido. Ainda assim, o desempenho coloca o grupo do prefeito numa posição confortável para 2028 e deixa à oposição a tarefa de reconstruir presença no interior do município antes de discutir nomes.
Micael prefere não entrar no mérito.
“Eu não decido isso. Quem decide se eu continuo ou não é o povo, e ele vai decidir olhando o que eu fiz, não o que eu falei. Meu trabalho até lá é andar comunidade por comunidade, cuidar das estradas, ampliar os sistemas de abastecimento de água, abrir o novo centro cirúrgico, que está próximo, e seguir ampliando os serviços de saúde. Sou empregado do povo, e empregado não escolhe a própria recontratação.””


