Jorge Maia
Até parece história de pantaleão, aquele de Chico Cite que iniciava seus casos sempre dizendo: em 1927, e por aí seguia narrando seus exageros. Mas foi em um dia de 1927, próximo do meio dia. A pequena praça de Aracatu repousava em sua calma permanente quando um ruído estranho quebrou o silêncio comum e assustou a todos. Era um ruído de máquina, estranho à maioria dos seus moradores.
Alguns gritavam, outros se persignavam e olhavam para o céu pedindo socorro. Naquela ocasião, meu pai, com quatro anos de idade, foi pegado às pressas por Alzira, que dele cuidava, e carregado na cacunda, alguém se lembra dessa palavra? O certo é que Alzira, assombrada, correu para o mato tentando fugir do monstro que invadia a nossa cidade.

















