Minha coleção de Bundas

Foto: Blog do Anderson
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Jorge Maia

Sim, senhoras, senhores, moçoilas e moçoilos. Eu tenho uma coleção completa de Bundas. Talvez a única do Brasil, quiçá do mundo. Desculpem, o quiçá foi para provocar, mas é verdade. Tenho todas as Bundas que chegaram ao mercado. Fiquei afastado da coleção por três anos, em razão da mudança de endereço e não pude levar comigo a minha coleção de  Bundas. Guardei a coleção em um quarto de fundo de quintal. Não foi fácil suportar a distância. Ás vezes batia uma saudade. Era grande a vontade de tocá-las e apreciá-las, mas no meu novo endereço não havia espaço para elas. Leia mais uma crônica do professor Jorge Maia.

O “Esaú Matos” em fogo cruzado

Foto: Blog do Anderson
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Jeremias Macário

O propósito inicial da audiência pública na Câmara de Vereadores (dia 19/02) sobre a situação do Hospital Municipal Esaú Matos de não partidarizar a questão descambou em falatórios e ataques políticos com pedidos de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar a crise instalada na unidade, principalmente depois dos casos de parturientes que foram atendidas na recepção da casa de saúde, tendo uma delas perdido o bebê. Como sempre, fala-se muito nessas audiências (por sinal a Câmara estava lotada), mas os problemas humanos de urgência terminam sendo postergados com promessas de correções nas irregularidades como a carência de obstetras, reconhecida pela secretária de Saúde do Município, Marcia Viviane. Mesmo assim contemporizou que o hospital oferece serviços de qualidade e tudo está normalizado. Leia na íntegra a opinião de Jeremias Macário.

Taberna da História: A primeira feira livre de Conquista

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Luís Fernandes | Tabernda da História

As feiras livres foram, no passado de Conquista, a maior fonte de riquezas para muitos comerciantes e negociantes. A primeira da cidade localizava-se na “Rua Grande” (atuais Praças Tancredo Neves e Barão do Rio Branco). Ali existia, desde a época da Imperial Vila da Vitória, um “Barracão” onde os feirantes se reuniam e os tropeiros vindos de outras localidades se encontravam. Entre 1912 e 1915, durante a gestão do Intendente José Fernandes de Oliveira Gugé, o velho Barracão já se encontrava bastante arruinado e foi demolido. Porém, a feira continuou sendo realizada na praça, onde se encontrava a maioria das casas comerciais, mesmo sem o Barracão.

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Em 1908, a Comissão de Obras Públicas do Conselho (antiga Câmara de Vereadores) discutia uma melhor utilização do espaço coletivo. Estava em votação oProjeto 130, que autorizava ao Intendente Municipal, Coronel Gugé, a demolição do barracão da feira. Os conselheiros Manoel Caetano dos Santos (proprietário da fazenda “São Miguel” – distante 6km do local onde iniciou a vila da Barra – e pai do primeiro prefeito de Barra do Choça, Roduzindo Alves dos Santos) e Francisco Pilôto, ambos tinham casas comerciais próximas ao barracão, se pronunciaram contrários à demolição, alegando que “havia obras urgentes como cemitério, matadouro e calçamento” que ainda aguardavam solução.

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Para conseguir convencer o Conselho a aprovar o projeto de lei que autorizaria a demolição do “Barracão”, o Coronel Gugé usou de malícia para tal intento: colocou no projeto a palavra “demolir” ao invés de “derrubar”, pois havia um comerciante da “Rua Grande” que não queria que o barracão fosse derrubado, pois ele achava que seu comércio seria prejudicado. O comerciante era o Coronel Francisco da Silva Costa (Chico Costa), que também era conselheiro, e, quando soube que o barracão havia sido demolido, se dirigiu até Gugé e disse: “Eu votei para demolir e não para derrubar“. Gugé deu aquela risadinha…E para não contrariar o sincero correligionário o Coronel Gugé adquiriu uma grande casa, com amplo quintal, ao lado da “Loja Estrela”, do Coronel Costa, que ficou muitos anos servindo de arrancharia de tropeiros e feirantes.

Sobre o Carnaval Cultural

Foto: Blog do Anderson
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Jeane Marie Rocha

Sempre gosto de festas e desde adolescente participo de carnavais, tanto aqui em Conquista,como fora,tanto como foliã,como também como organizadora, coordenadora na própria PMVC(na época de Pedral e Murilo) e como dona de bloco(Micareta na gestão de Guilherme).Por diversos anos participei de várias reuniões com gente que sabia o que tava fazendo (donos de blocos, Juiz,policia enfim muita gente) e aprendi muito,e de certa forma me qualifica no que eu vou dizer. Leia na íntegra a opinião da ativista cultural Jeane Marie Rocha.

Bancos: Nova onda tecnológica

Foto: Blog do Anderson
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Eduardo Moraes

Na década de 80 os bancos brasileiros deram início ao processo de inovação tecnológica, disponibilizando as salas de autoatendimento dentro e fora das agências. Enquanto os bancos ampliavam os investimentos em tecnologia da informação, terceirização, novas formas de gerenciamento e organização do trabalho, o movimento sindical bancário em seus conclaves se limitava às palavras de ordem “não à automação e terceirização”. Assim, a categoria sofreu uma drástica redução, consequência dessa modernização, fusão, incorporação… Leia na íntegra a opinião de Eduardo Moraes.

Cuide da sua alimentação nos dias de folia

Foto: Blog do Anderson
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Wolmar Carregozi

Geralmente as pessoas nem se lembram dos cuidados com a alimentação durante o Carnaval. Mas alguns preparos saudáveis e práticos podem evitar que os efeitos das bebidas, comidas, alto gasto energético, longa exposição ao sol, poucas horas de sono agridam de forma exagerada o organismo. Nestas situações de grande estresse físico o sistema imunológico fica debilitado, abrindo caminho para contrair doenças e infecções. Leia na íntegra o artigo do médico Wolmar Carregozi.

Quando eu for embora

Foto: Blog do Anderson
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Edvaldo Paulo de Araújo

Quando eu for embora, espero e luto para que seja em paz comigo, com meu espírito e com Deus. Espero que tenha cumprido a minha missão e que tenha obtido nessa passagem o crescimento esperado e que esteja voltando melhor que quando cheguei.Espero que seja um belo dia de sol, que os pássaros que alimento em meu jardim, cante e exalte a alegria da viagem e que alguém deixe descer uma lagrima doida de despedida. Leia na íntegra a crônica de Edvaldo Paulo de Araújo.

Lembranças de um retirante

Foto: Blog do Anderson
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Jorge Maia

Recordo-me daquele dia. O sol esbanjava calor. As pessoas saiam até as janelas das suas casas. Os passeios estavam cheios de curiosos. Todos dirigiam os olhares para o caminhão azul estacionado no meio da rua. Estávamos mudando para Vitória da Conquista. Assustado  e sem muita certeza do que estava ocorrendo, só então, quando c na carroceria do caminhão é que descobri é que descobrir que estava saindo de Aracatu. Leia na íntegra mais um artigo do professor Jorge Maia

O franco declínio do setor calçadista

Foto: Reprodução
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Vinícius Ferraz de Andrade Simões

Há alguns anos Itapetinga passa por uma crise industrial e, consequencialmente, financeira. Aos tempos que passei por aqui, notei o caos que assolou o comércio, convivendo com fechamento de lojas e esvaziamento das calçadas em épocas de pico. A cidade – antes menina dos olhos dos governadores pela vitalidade, expressão e vigor político – vai aos poucos se rendendo às cíclicas crises e desfalecendo de suas funções adultas. Leia na íntegra a opinião de Vinícius Ferraz de Andrade Simões.

Academia do Papo: Mensagem e perspectiva

Foto: Blog do Anderson
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Paulo Pires

Na seman passada (4 de fevereiro de 2015) eu e aproximadamente duas centenas de conquistenses, estivemos presentes à abertura dos trabalhos legislativos na Câmara de Vereadores, hoje sob a presidência do vereador Gilzete Moreira.   Como é de praxe nessas assembleias, o Prefeito Municipal foi convidado para ler sua primeira mensagem em relação ao exercício findo e também para expor sobre as realizações (projetos e ações)  que pretende materializar no exercício corrente. Leia mais uma Academia do Papo.

Amigo de quem?

Foto: Blog do Anderson
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Celino Souza

Quando um dia, e não faz muito tempo, no pleno exercício da minha atividade profissional como jornalista, levantei voz contra desmandos no Hospital Esaú Matos, recebi uma saraivada de críticas, disparadas por radicais defensores da atual administração, com impropérios e adjetivos impublicáveis por respeito ao nobre leitor.  Não faltaram pedidos da minha “cabeça” numa bandeja aos editores e até diretores do Jornal A Tarde, órgão de imprensa para o qual escrevi o texto, provando com apurada investigação, o evidentes descaso com a vida do pobres incapazes. Leia na íntegra a opinião do jornalista Juscelino Souza.

A revolução dos bichos, na Beócia

Foto: Blog do Anderson
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Jorge Maia

Por essa George Orwell não esperava, a sua metáfora virou realidade na Beócia, pois os bichos resolveram fazer a sua revolução. O princípio estabelecido foi  aquele de toda revolução: a desobediência ao estabelecido como norma e fixar um comportamento distanciado do cotidiano ditado pelos homens, ou determinado pela natureza. Leia mais uma crônica de Jorge Maia.

Taberna da História: Conjuntos formados nos Anos 60 na região de Conquista influenciados pelos Beatles

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Luis Fernandes | Taberna da História

Back to 60’s. A mania de imitar os “quatro garotos de Liverpool” chegou a Vitória da Conquista e região na segunda metade dos Anos 60 e primeira dos 70, com a criação de várias bandas com nomes, estilos (cabelo tigela – com aquela franjinha na altura das sobrancelhas), figurinos (de terninho e bota com salto “carrapeta”), performances e músicas influenciadas pela maior banda de rock pop de todos os tempos – The Beatles.

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As bandas tinham nomes que começavam com “the” ou “os” (tradução de “the”). A imitação já começava pelo nome: “Os Imborés” e “Os Trepidantes” em Vitória da Conquista (http://tabernadahistoriavc.com.br/os-trepidantes-e-os-imbores/), “The Zorbas” de Brumado, “Os Inocentes” de Caculé (http://tabernadahistoriavc.com.br/primeiros-conjuntos-musicais-de-cacule/), “Os Fantasmas” de Poções e por aí vai…

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Com estes nomes, óbvio que eram bandas que imitavam os Beatles ou mesmo se inspiravam na banda britânica. Os Fantasmas em Poções tinham os seguintes componentes: Tonhe Banana, Albérico, Jeová e Sandoval. The Zorbas em Brumado tinha a seguinte formação: Zé Primo no saxofone, Noério no acordeom, Missias Leite na bateria, Dangue Araújo no vocal, Dário Leandro Hora na guitarra e Altino da Embasa no baixo.

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Eles costumavam tocar nos clubes do município, a exemplo do Juá, do Catiboaba, da Magnesita etc. O certo é que todo mundo queria ouvir Love me do, She Loves You e Twist and Shout sendo executadas por onde estas bandas, todas no embalo da Beatlemania.

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Ivan Cordeiro: Os vereadores e o prefeito

Foto: Blog do Anderson
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Ivan Cordeiro

A Câmara Municipal voltou às atividades nessa última quarta (4) em Vitória da Conquista. A Câmara é o poder legislativo local e os representantes deste poder são os vereadores que possuem a prerrogativa de fiscalizar as ações do executivo. Além disso, os vereadores devem trabalhar em função da qualidade de vida da população, criando leis e mediando a relação do povo para com o principal representante do poder executivo, que é o prefeito. Leia na íntegra a opinião de Ivan Cordeiro.

Parabéns, Vitória da Conquista!

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Ruy Espinheira Filho

Meu amigo Limongi, mais conhecido nos meios artísticos como Mini-Hippie, deu-me o folder. Vendo do que se tratava, senti-me, ao mesmo tempo, comovido e envergonhado. Comovido por ver como uma cidade do interior da Bahia ainda consegue resistir ao assédio das rádios dominadas pelo pagamento do criminoso (crime de quem paga e de quem recebe) “Jabá”, que vende quase todo o tempo para a veiculação do que há de pior na música nacional, e das emissoras de TV, cada vez investindo mais nos espetáculos de baixo nível. E envergonhado por constatar, mais uma vez, o quanto minha Salvador perdeu a capacidade de realizar algo de valor, na música e outras artes, como Vitória da Conquista realizou em sua festa do último Natal. Leia na íntegra o artigo publicado no A TARDE.

Taberna da História: Edmundo da Silveira Flores

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Luís Fernandes | Taberna da História

Edmundo Silveira Flores nasceu no dia 20 de dezembro de 1911, filho do major Elpídio dos Santos Flores (comerciante de joias) e Sofia Quinta da Silveira Flores (filha de Silêncio Silveira e de Dona Crescenciana Antunes da Silveira, pais do médico Crescêncio Silveira). Seu nascimento foi noticiado no primeiro órgão de imprensa desta cidade, o jornal “A Conquista”, edição de 25 de dezembro de 1911. Fez o curso primário com o professor José Lopes Viana.

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Jacy e Edmundo Flores na Europa

Aos 18 anos foi concluir seus estudos na Europa frequentando na Espanha o “Seminário de Oya” e em Portugal o “Mosteiro de Guimarães”, na província do Minho, colégio dos jesuítas, ficando por lá durante cinco anos. Aprendeu letras clássicas – latim, grego e hebraico – na ”Escola Apostólica de Baturité”, no Ceará. Estudou inglês, francês, italiano e espanhol na Europa. Por isso, em suas viagens pelo “Velho Continente”, não precisava de intérprete.

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Descobriu, no entanto, que sua vocação não era vê-lo de batina como um jesuíta, e aos 22 anos retornou ao Brasil e casou-se aos 24 anos com Dona Jacy dos Santos Flores, com quem teve dez filhos (a ex-diretora do Centro Integrado, Maria Consolata, esposa do engenheiro Mário Seixas, o empresário Luiz Albano, os gêmeos Roberto e Robério – o “Roberão” do “Carrascão”, o médico Luciano, o engenheiro Marcelo, o veterinário Eugênio, o comerciante Edmundo Júnior, a administradora de empresas Margarida e o cantor Antônio (Tonton) Flores.

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Luiz Albano, ainda menino, numa moto do pai

Edmundo exerceu o cargo de Coletor Federal de Vitória da Conquista até aposentar-se. Foi ainda o introdutor da motocicleta em Conquista, adquiriu as robustas “Zundapp” alemã, “Sun Bean” inglesa e “Harley Davidson” americana, andando pela cidade com o velho Cassiano Santos na garupa. Era irmão do ex-prefeito Edvaldo Flores. Edmundo faleceu no dia 8 de julho de 1994.

Um conto da Beócia

Foto: Blog do Anderson
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Jorge Maia

Era uma vez uma moça chamada Mary Ann da Silva Porciúncula.  Ela era filha única de um casal de comerciantes na cidade de Beócia. Criada com muito amor e carinho, teve educação das mais refinadas. Estudou em bons colégios da sua cidade e graduou-se em medicina. Não satisfeita com a sua sede em conhecimento, fez mestrado e doutorado em universidades europeias. Leia mais sobre a Beócia.

A Pena de Morte

Foto: Reprodução
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Vinícius Ferraz de Andrade Simões

Na última semana muito se balburdiou a respeito da pena de morte, utilizando como via exemplificativa o brasileiro fuzilado na Indonésia. Argumentos prós e contras se digladiaram, mas longe estamos de construir consenso a esse respeito, vez que mexe com dois interesses antagônicos: gosto férreo da vingança social e o reconhecimento do homem como fim do invólucro jurídico. Leia na íntegra a opinião de Vinícius Ferraz.

Pelo direito de ser quem quisermos ser. Pelo respeito de ser travesti. Ser trans. Ser Puta!

Foto: Blog do Anderson
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Danillo Bittencourt

A felicidade é um direito natural de todo ser humano. E esse também, não diferente, era o desejo de Fernanda. Garota, com suas momentâneas transformações corporais, utilizava da prostituição como uma maneira de conquistar sonhos, realizar desejos e se expressar afetiva, amorosa e sexualmente. E, na semana que paramos toda a cidade para celebrar o Dia da Visibilidade de Ser Travesti e de Ser Transexual, tiram o seu sorriso, seu olhar doce e sua beleza de nossas vidas. Por que e até quando iremos conviver com violências, discriminações e fobias em relação à comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT)? Leia na íntegra a opinião de Danillo Bittencourt.

Taberna da História: Heleusa Figueira Câmara, uma linda mulher culta

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Luís Fernandes | Taberna da História do Sertão Baiano

Uma mulher bela é uma dádiva dos deuses. Uma mulher culta é um dom divino. E quando as duas coisas se juntam, então, numa só mulher? Só sendo uma Opus Dei (uma Obra de Deus) feita no capricho. Assim é Heleusa Figueira Câmara, nascida no dia 14 de maio de 1944 em Vitória da Conquista. Poetisa, contista, teatróloga e professora titular da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), além de uma linda mulher.

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Filha do médico Ubaldino Gusmão Figueira e da professora Maria Stella Moraes Figueira, é de formação religiosa protestante (batista), recebeu uma educação familiar muito conservadora. Casou-se em 1963, com o engenheiro civil Almir Querino Câmara e após o nascimento de seus filhos Diana, Mônica, Danilo e Verônica, voltou aos estudos. Em 1974 prestou vestibular para o Curso de Letras, na Faculdade de Formação de Professores de Vitória da Conquista, tendo concluído a licenciatura na Fundação Educacional do Nordeste Mineiro. Em 1981, tornou-se professora da UESB. Especialista em Língua Portuguesa – Redação PUC/MG (1983); Mestre em Ciências Sociais pela PUC/SP (1999); Doutora em Ciências Políticas PUC/SP (2005). Na Uesb chegou a ser Vice-Reitora. Conheça a história de Heleusa Figueira Câmara.