
Paulo de Tarso Magalhães David | advogado e professor
O dia em que o mundo não acabou com um estrondo, mas com um suspiro triste. Não foi um trovão qualquer. Foi o som de uma bomba explodindo e uma escola a desabar sobre dezenas de meninas no Irã. Eram crianças, jovens, tinham sonhos, cadernos, lápis, talvez segredos escritos às pressas nos intervalos. Agora são números, estatísticas, mais uma nota de rodapé na história que os poderosos escrevem com sangue alheio. Mas não nos enganemos: aquelas bombas não caíram do céu por acaso. Foram lançadas por mãos que se querem limpas, por países que se dizem faróis da democracia. Os mesmos que, em Gaza, transformaram bairros inteiros em cemitérios a céu aberto. Os mesmos que agora, no Irã, assassinaram dezenas de crianças dentro da sala de aula. E fazem-no com a precisão cirúrgica de quem sabe exatamente onde o terror deve doer para não manchar as próprias mãos. Continue a leitura.



































