
Jeremias Macário de Oliveira | jornalista e escritor
Não aponte esta máquina fotográfica para a favela senão você pode receber uma bala de volta, alertou o vigia do alto do Santuário da Penha, no Rio de Janeiro. Este é o quadro de terror que se vive hoje no Rio de Janeiro, onde vários pontos turísticos, que antes eram bem frequentados, se tornaram perigosos para se visitar, tudo por negligência dos nossos governantes, que abandonaram aquela gente por anos na área social.
As favelas hoje, não somente no Rio de Janeiro, se transformaram em estados paralelos nas mãos das facções do tráfico de drogas e dos milicianos, que ocuparam o espaço social que deveria ser, por obrigação, dos governos. É uma realidade cruel e talvez irreversível, porque os governantes, há anos, decidiram combater a violência com mais violência, com tanques, metralhadoras, fuzis e mais armamentos nas ruas, esquinas e becos, uma política insensata, sem resultados práticos.
Os bandidos que tomaram conta desses territórios e exploram a população pobre com suas extorsões se armaram até os dentes e formaram estados paralelos, onde prepostos dos governos e entidades privadas precisam da permissão deles para entrar, como se fosse um passaporte exigido no exterior. Por que essa política que, comprovadamente, não está dando certo há mais de 50 anos continua sendo aplicada? Programas sociais e educacionais do governo Brizola foram desmantelados. A quem interessa essa ação tão desastrosa de embate de fogo contra fogo? Continue a leitura do artigo de Jerêmias Macário de Oliveira.








































