“Minha vida dá um sermão da montanha. É história demais”, brinca o senhor de 76 anos, conhecido como Nego da Barra. Ele mora no bairro Alto Maron há mais de quatro décadas e é um apaixonado pelo bairro. “Gosto demais daqui, das pessoas; conheço todo mundo, todo mundo me conhece… só saio daqui quando morrer”.
Florisvaldo Celes Barbosa é o nome deste homem que só obteve registro de nascimento aos quarenta anos de idade. Em Vitória da Conquista há 66 anos, é casado e tem três filhos, cinco netos e uma bisneta.
Nego da Barra nasceu em Boa Nova e aos sete anos foi morar em Barra do Choça; três anos depois mudou-se para Vitória da Conquista. Ele guarda vivas as memórias da viagem que fez, com os pais e os dez irmãos, de Boa Nova a Barra do Choça. O trajeto foi cumprido num desconfortável carro de boi e custou vários dias de sofrimento na estrada.



Graças à implantação do aterro sanitário, que funciona em Vitória da Conquista desde maio, impactos positivos para o meio ambiente e para a saúde pública já são uma realidade para a população. O aterro é um dos mais modernos do Brasil e conta com toda a estrutura necessária para depósito, compactação e tratamento do lixo produzido na cidade. Um dos aspectos ambientais importantes é o processo de impermeabilização das células, que impede a contaminação dos lençóis freáticos. O aterro recebe, diariamente, cerca de 180 toneladas de lixo, resíduos que estão sendo aterrados em área específica e a compactação e cobertura são feitas de forma imediata.




