
Paulo Pires
A história do Brasil nos remete a velhos e saudosos políticos do Império e ninguém de fresca memória pode esquecer homens como Eusébio de Queirós, Zacarias Góes de Vasconcelos, Afonso Celso, José Thomaz Nabuco de Araújo e o mais “festejado” dos políticos da época que era o Barão de Cotegipe. Cotegipe, segundo a maldade inaceitável dos jornais da época, era o escolhido para deboche dos jornalistas de então. Ao contrário do conterrâneo baiano, Rui Barbosa, que se impunha pela notória inteligência, João Maurício Wanderley, o Barão de Cotegipe sofria nas colunas políticas. Maldade. Pura maldade. Por ser de origem aristocrática, o Barão nunca se deu às preocupações de se mostrar diferente do que era. E nunca foi o ingênuo que lhe quiseram pespegar. Ao contrário. Autor da Lei do Sexagenário, no ato de assinatura da Lei Áurea, Cotegipe disse para a princesa Isabel: “A senhora nesse momento está redimindo uma raça, mas acaba do perder o trono.”. Não deu outra. Leia na íntegra mais uma Academia do Papo.




















