Como professor de uma universidade pública, todos os semestres nos deparamos com novo(a)s aluno(a)s de diversos cursos de licenciatura. Muito(a)s com o sonho de tornarem-se professore(a)s ou profissionais de outras áreas do saber. Cada um(a) traz com seu jeito de ser, de estar, de conviver, de lutar, de sorrir, ou ficar bravo, as suas origens, suas lutas, sua visão de mundo. Em 2018, estava lá uma jovem alegre, despojada, questionadora, envolvida com a arte, o kung fu, os problemas sociais e, fundamentalmente, o respeito às mulheres, crianças e adolescentes e populações em situação de risco pessoal e social. Leia na íntegra.
A maioria que votou no atual presidente nas últimas eleições ou era ou tornou-se bolsonarista. Ainda hoje, 1/3 dos eleitores, ou perto disso, faça chuva ou faça sol, com ou sem cloroquina, com Moro ou sem Moro, com 1 ou com 100.000 mortos em razão da Covid-19, estão e continuarão com ele, independentemente da verborragia, do “gabinete do ódio”, da destruição das florestas, do apoio aos torturadores, dos laranjais, do Queiroz, do apoio às milícias, dos conchavos com o Jefferson e com outros tantos iguais, etc, afinal, qualquer disso ou tudo isso “é melhor do que o “petê”, dizem. Essa maioria sabe e não pode negar, que se vivesse no Rio de Janeiro também teria votado no Witzel, como o fez a maioria dos eleitores daquele Estado. Leia a íntegra.
Estava no meu pedal em direção ao distrito de São Sebastião, quando me deparei com um cachorro. Nunca vi tanto sofrimento em um animal inocente, magro ao extremo, faminto, doente, com os olhos de uma tristeza sem-fim. Compadeci-me dele; passei a noite pensando no pobre cachorrinho. Confesso que não dormi direito, tamanha foi minha angústia. No dia seguinte muito cedo, me muni de comida, água e uma colcha pra buscar o pobre animal. Depois de mais de duas horas o procurando, vi o sinal de que ele tinha morrido. Um rapaz muito humilde, chamado Alan, me indicou na capoeira uns urubus, que não estavam lá ontem. Doeu-me aquela constatação. Confira mais um texto de Edvaldo Paulo de Araújo na íntegra.
Todo dia, quando acordamos, nasce novamente a chance de fazer o que queremos, de ser o que quisermos; a única pessoa que pode nos impedir é nós mesmo. A obra de Deus é imensa. Cabe a cada um buscar o entendimento, conhecimento e a compreensão dessa obra. Por que estamos aqui? Quem somos nós? Qual o objetivo de nossa passagem pela terra?. Não posso compreender que , pessoas talentosas, pessoas extraordinárias em todos os campos, anos de estudos, pesquisa, conhecimento acumulado e que tudo isso acaba na efemeridade da vida. Não posso , não aceito, não apenas baseado na fé, mas em estudos disponíveis em todos os campos da ciência. Os grandes mestres, afirmam, não somos humanos em experiência espiritual, e sim somos espíritos em experiência humana. Leia a íntegra.
Há um ditado popular que diz: “Devemos sempre esperar pelo melhor, mas estar preparado para o pior”. Em se tratando dos brasileiros, após todo o processo conturbado das últimas eleições presidenciais (2018), o país se dividiu, e democraticamente saiu vitoriosa das urnas a chapa menos preparada, que espalhou divisão e ódio entre as famílias. Presidente eleito e empossado, o país, mesmo conhecendo a trajetória política, belicista, misógina, homofóbica, xenófoba, belicosa, preconceituosa e miliciana do presidente eleito e dos seus familiares, esperançou em Deus, que tudo desse certo e que acontecesse o melhor para a nossa nação. Entretanto não se preparou para o pior, pois assim como no futebol, nem sempre a torcida e as orações levam o seu time à vitória. Leia a íntegra.
Uma simples homenagem ao grande amigo Dargilan Amorin
Hoje, o nosso amigo José Dargilan Amorim, o Dargilan da Farmácia, o doutor dos pobres está feliz, completa 40 anos de caminhada diaria na Olivia Flores. Quando o corpo se acostuma a despertar no silêncio da madrugada, é praticamente impossível forçar um novo sono. Se forçar, dá dor de cabeça. O que era tédio na adolescência cede espaço ao prazer. Acordar e apreciar o raiar das primeiras luzes do dia no horizonte é algo maravilhoso, inimaginável. O melhor mesmo a fazer é saltar da cama, dar um basta na preguiça, preencher o tempo e deixar os olhos abrir os caminhos de um novo dia. São 4h55min em Vitória da Conquista (BA). Na Avenida Olívia Flores os parceiros estão a me esperar. Leia a íntegra.
A minha geração, na sua infância, adolescência e juventude, não tínhamos tantos meios de lazer e, na criatividade, buscávamos meios para tal de uma interação com os amigos muito grande – as poucas praças – , mas o nosso lugar favorito era mesmo as ruas. Ali, durante o dia, brincávamos de uma série de atividades: gude, futebol, triângulo, tapagem quando chovia e, no verão, soltar pipa etc. Era uma festa! Quando um grande queria brigar com a gente, que era enor, dizia-se logo: “forma pra você é fulano” E, muitas vezes, íamos buscar o tal forma para enfrentar o valentão. O principal lazer da nossa gente era mesmo o cinema; não tínhamos o veículo da TV. Leia a íntegra mais uma crônica de Edvaldo Paulo de Araújo.
Não ao retorno a idade média como querem os terraplanistas, desqualificando a ciência, fazendo proliferar as suas crendices e fanatismo religioso. Vivemos tempos de pandemia. A primeira do século XXI, os flagelos e transformações advindos desse momento perdurarão por vários anos e a humanidade passará por um processo de aprendizados, adaptações e reinvenções no seu modo de vida, assim como na economia. Forçosamente tudo será diferente. Leia a íntegra.
A finalidade essencial do Estado é a garantia do bem estar dos seus cidadãos. Seja por meio de serviços públicos gratuitos de excelente qualidade e pelo investimento direcionado à área social e à infraestrutura das cidades, estados enfim do país. Para que seja possível realizar essas ações, o Estado necessita de recursos financeiros que são adquiridos através da arrecadação de impostos/tributos. Em geral a gestão dos recursos deverão cumprir um leque de prioridades e serem aplicados na saúde, educação, cultura, ciência e tecnologia, segurança, saneamento básico, habitação popular, calçamento, urbanização entre outras tantas necessidades e carências das populações. Aliás, como está bem definido na Constituição Federal. Leia na íntegra mais uma colaboração do professor Dirlêi Bonfim.
A decisão liminar do ministro Alexandre de Moraes era previsível, mesmo contrariando o entendimento de que o Judiciário não deve interferir em atos propriamente políticos, como declarou o STF com todas as letras na primeira ADPF que lhe bateu às portas, proposta pelo PCdoB numa questão comezinha, sem grande relevância nacional: o então Prefeito do Rio de Janeiro inconstitucionalmente não motivou o veto a uma lei que havia elevado o valor do IPTU para o exercício de 2.000. Os Ministros do STF foram uníssonos em rejeitar o pedido: “não podemos adentrar a motivação política”.Confira na íntegra o artido do Doutor João Batista Castro Júnior extraído do site PROBUS.
Viajamos milhares de anos, cada um com sua cultura, com seus valores, muitas vezes alguns julgavam-se superiores aos outros, negavam seus valores, destruíram, escravizaram seus filhos e filhas. Alguns acreditaram nas palavras “eu vim para que todos tenham vida e a tenham plenamente”. Há pessoas que dizem que você é um mito, não existe, como afirmava São Tomé, que exigia provas de sua ressureição. Uns afirmam que nasceste em Belém, outros em Nazaré na Galiléia. Seu filho Jesus com uma fala mansa Aramaica e escrita Grega nos deixou em nossos corações vários legados. Negados por uns, exaltado por outros. Leia na íntegra.
Li com previsão de admiração antecipada e posterior compartilhamento de idéias a crônica do notável contabilista brasileiro, o conquistense Edvaldo Paulo de Araújo. Não fiquei surpreso com o discurso de suas ideias naturais e grandiosamente humanas. Há décadas tenho o privilégio de conhecer esse grande cidadão, cuja presença inspiradora de paz, civilidade e dedicação ao próximo honra a todos que o conhecem na lida diária em nossa cidade e neste mundo de Deus. Leia a íntegra.
Eu não trabalho mais em linha de frente, mas tenho observado as medidas tomadas pelo nosso prefeito. Particularmente eu sempre fui a favor do isolamento vertical, somado às medidas protetivas preestabelecidas e amplamente divulgadas, como também a testagem em massa. Acredito e, existem estudos que comprovam, que o isolamento horizontal praticado pelos governadores, prefeitos e estimulado veladamente pelo ex-Mandetta só posterga o efeito pico da curva. Epidemiologicamente falando, isso não é bom porque o efeito manada não se estabelece na população como deveria se dar no curso normal de qualquer pandemia. Leia na íntegra.
A história humana remonta a milhares e milhares de anos. Desde todos os tempos, o homem vem aprendendo, desaprendendo, apanhando, ao longo do tempo, por sua falta de consciência e seu espírito destrutivo e ainda muito brutal. Desde os tempos e tempos, que o homem adquiriu uma forma de autoproteção, a acumular alimentos, reservas, prevendo a escassez, dias difícieis, secas, doenças, imprevisibilidade dos tempos. Esse hábito foi-se tornando maior, foi ficando cada vez mais amplo e às vezes incontrolável. Leia a íntegra.
“O meu lamento em relação à sociedade contemporânea é devido à sua decadência.”
(William MacNamara)
Rudival Maturano Barbosa Filho | Advogado
Foi estarrecedor ver manifestações contra o Estado Democrático de Direito, no último domingo (19/04). Os atos pediam o fechamento do Congresso Nacional, o fechamento do STF e pediam a intervenção militar com a aplicação do AI-5. Uma verdadeira aberração cometida em plena expansão do coronavírus em nosso país. Um péssimo exemplo. Ficou nítida a decadência das propostas defendidas por aqueles manifestantes. Não conhecem a história do próprio país, ou pior, podem ser negacionistas. O que me chama a atenção no negacionismo é a covardia, pois busca negar uma verdade histórica ou cientificamente existente a fim de se safarem (não encararem) da realidade dolorosa e desconfortável dos fatos. Leia na íntegra.
A ciência está na base de todas as respostas aos efeitos da pandemia mundial, seja nos esforços de pesquisa por uma vacina, seja na consistência lógica do isolamento social, seja na observação da derivada da curva no alastramento de doenças infecciosas, seja na engenharia econômica montada para amainar seus efeitos. A ciência, agora tão lembrada, tem sido alvo frequente de ataques que reverberam em grupos com crenças ou interesses políticos contrariados, que vive sob o desafio de responder a expectativas crescentes de governos em relação aos benefícios econômicos e sociais da pesquisa, e que experimenta a desconfiança não só dos grupos de baixo letramento. Confira o artigo na íntegra.
“Sobre a volta de pessoas ao interior do Nordeste em tempos de crise sanitária e do capitalismo”
Os mestres Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira compuseram a música a volta da asa branca para retratar a alegria do retorno das pessoas que foram obrigadas a migrar do sertão nordestino para outras regiões. “A seca fez eu desertar da minha terra. Mas felizmente Deus agora se alembrou de mandar chuva Pr’esse sertão sofredor. Sertão das muié séria dos homes trabaiador(…)”. Nessa estrofe ganha forma poética a alegria da chegada à terra após a dor da partida. Porém, a fuga das pessoas dos grandes centros urbanos nestes dias sofridos e incertos de crise sanitária tem se dado pelo desespero de milhares de trabalhadores que desamparados, perdendo ou prestes a perder seus empregos no sudeste, sem nenhuma confiança no Estado e no atual governo quanto à proteção de sua saúde, chegam às dezenas em ônibus e outros transportes clandestinos às cidades do interior da região nordeste. Continue a leitura.
A negatividade do acesso constante, preserva o valor da obra de arte. Desta forma, a inacessibilidade, característica intrínseca da negatividade, contraria a sociedade da transparência onde tudo está exposto e deve ser explorado como mercadoria. Walter Benjamim (1963), esclarece que “para as coisas que estão a serviço do culto é mais importante que existam do que sejam vistas”. Byung-Chul Han (2018), corrobora com Benjamim e salienta que “a prática da reclusão eleva o valor cultural e preserva a áurea”, assim, mantem a sacralidade. Não é esta a história de Moisés, Isaque, Isaías e Ezequiel nos relatos presentes nos livros do Antigo Testamento? Também Paulo no caminho de Damasco e João na Ilha de Pátmos? >>>>>
José Raimundo Fontes, Jean Fabrício Falcão e Waldenor Pereira Filho
É lamentável que o prefeito da terceira maior cidade da Bahia, Herzem Gusmão, não esteja comprometido com a saúde dos Conquistenses, sobretudo, quando as autoridades sanitárias estaduais, nacionais e internacionais, insistem que o distanciamento social associado ao uso de máscara por todos, é a melhor estratégia para conter o avanço do coronavírus e assim, poupar as famílias de ter que enterrar um ente querido. Ele é candidato à reeleição e está fazendo política partidária, quando o momento é de trabalhar e salvar vidas. Bravateia nas entrevistas para os veículos de comunicação, ao dizer que Vitória da Conquista não recebeu nenhum apoio do Governo do Estado. Pior: desconhece os mecanismos e fluxos financeiros da saúde. Se fosse um gestor competente, teria perguntado aos seus auxiliares sobre a deliberação em 27 de março, ocorrida em pactuação na Comissão Intergestores Bipartite (CIB), que envolve representações dos secretários municipais de saúde da Bahia e do Governo do Estado, com o apoio da UPB. Nela, os recursos seriam centralizados no Governo do Estado, exceto aqueles municípios que se consideravam aptos a assumirem integralmente as ações de combate ao coronavírus, incluindo contratação de leitos de UTI e centros de triagem. Apenas Feira de Santana e Salvador manifestaram o interesse de ficar com os recursos e assumir a coordenação municipal. Os demais municípios terão as ações contratadas pelo Governo do Estado. Em Vitória da Conquista foi contratado o Hospital das Clínicas de Conquista, que terá 20 leitos de UTI e 20 leitos de enfermaria, com custo mensal de R$1.440.000,00. Ao longo dos cinco meses da pandemia, O Governo do Estado investirá em Conquista mais R$7 milhões de reais apenas nessa unidade, fora o que será absorvido no Hospital Geral de Vitória da Conquista, através de emendas parlamentares.
É hora de equilíbrio e bom senso para enfrentar a crise da pandemia e suas consequências econômicas e sociais. É lamentável o comportamento do prefeito de Vitória da Conquista que, ao responder uma pergunta de Judson Almeida, no jornal Bahia Meio dia da TV Sudoeste hoje, (06/04), agrediu os membros do Conselho Municipal de Saúde pelo apresentador ter questionado a nota pública do Conselho, contrária à sua decisão de abrir o comércio da cidade. E mais ainda, descontrolado, enveredou por acusações políticas infundadas e irresponsáveis ao PT. Para se governar uma cidade é necessário prudência, tolerância, diálogo, compreensão, paciência e discernimento sobre as consequências dos atos praticados. Nesse momento, cuidar bem da economia é cuidar da vida. Cuidar da vida é cuidar bem das pessoas, protegê-las. A melhor maneira de um governante proteger as pessoas, em suas diversidades, diferenças, interesses e desejos, é governar para o bem comum, ouvindo bons conselheiros.
José Raimundo Fontes
Deputado estadual, ex-prefeito de Vitória da Conquista e professor universitário